quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Sua flor roxa

Precisava te compor algo
Que fosse único, como tua flor
Sublime e tal como um sorriso
Eterno como um bom momento

Fraterno como um abraço
E ainda assim real e abstrato
Mortal como um adeus
E divino como um reencontro

Que fosse como a razão
 De que insensatez nos faz viver
Que te dissesse tudo que pode ser dito
E um pouco mais

Que fosse verdadeiro como um silencio e
Livre de anseios e medos.
Que mostrasse que pode caber em uma mão
Um infinito, como o céu estrelado.

E que seria só seu
E que te mostrasse a certeza
Que tudo é incerto
E isso que nos torna belos

E que fosse sem sentido
Como um louco variado
Só pra roubar-te um sorriso

E fosse imponente e submisso
Gigante, mas finito
E assim que partisse
Sem pressa, sem causa
Sem início e sem fim
Incorreto e incontrolável.

G.A.P ! (: